domingo, setembro 07, 2003

droga de trânsito rápido da cidade.

acho que vi júnior-cover (um dos clássicos desse blog) de novo! foi de relance...não estava arrumado, mas de bermudas. mas acho que dançava ou se comunicava com o seu público invisível.
acho que foi isso que eu vi. a droga de trânsito da cidade não me deixa ficar parado no meio daquela avenida que rasga a cidade no meio sem que seja fuzilado por buzinadas. droga, droga, droga...
reformão no blog ao lado.
lugares que eu ia mas não linkava e lugares que não ia mais e continuava linkado e coisas do tipo.
vou continuar mudando, adicionar novas seções de links.
continua fuçando.

sábado, setembro 06, 2003

enquanto isso...

eu tento me acostumar à idéia da voltar à universidade. porque desde que comecei esse quinto período não consegui me acostumar. ainda não começou. estou em 2003/1. não comprei nem caderno nem lápis ou canetas. não comprei nem uma pasta sequer pra guardar as cópias que eu não tiro. não tenho quase nada a ver com nada naquele mundinho de academicismos e palavrinhas irritantes. o que me consola são os três gatos histéricos, às vezes. os felinos são os animais mais hipnotizantes que existem. outra coisa é o papo de bar em bar, de trailler em trailler, de mesa em mesa, de banco em banco. sem nenhum lugar fixo, indo aonde meus pares verdadeiros estão. mas as aulas apenas são a desculpa para eu sair da cama com o mínimo de vergonha na cara. chegando lá a vergonha e a moral se dissolvem no primeiro sorriso que eu ganho longe de tudo o que me faria ir pra lá antes.

eu não consigo ir sem sofrer. mas eu vou mesmo assim. se interessa a alguem, eu posso elaborar isso mais tarde. mas deixa eu dormir agora.

terça-feira, setembro 02, 2003


Ein? Cor...quem?


já ouviu falar nos ingleses Andy Barlow e Lou Rhodes, do dueto eletro/lounge Lamb? E no Dj japonês Keigo Oyamada, mais conhecido como Cornelius?

Não?

nem eu. e até hoje nem saberia que raios é que eles faziam até que finalmente chegaram os discos encomendados na semana passada.

"como assim, você não disse que nunca tinha ouvido falar? e COMPROU os discos?!?"

eu tenho uma coisa com discos e música que é normal para mim, mas assustadora para algumas pessoas. eu compro discos de bandas que não conheço nem nunca ouvi falar, sim. E daí?

eu tenho essa curiosidade com música que não me arrependo de comprar um disco sem saber do que se trata (desde que não muito caro) e depois descobrir a porcaria que é. acho muitas vezes que oportunidades são perdidas quando você apenas se liga em comprar as coisas que acabam caindo na sua mão ou que você "descobre" ao ler numa coluninha de jornal ou revista. muitas coisas boas aparecem e desaparecem sem nunca serem notadas simplesmente porque não apareceram no seu caminho antes de você pensar onde você vai gastar seu dinheiro. eu tenho exemplos de coisas muito ruins que comprei e acabei descobrindo serem coisas horridas (vide Dropkick Murphys, que ainda me causou uma lesão patelar). mas tenho muitos outros exemplos de coisas que fiz no "impulso" e acabei descobrindo paixões incuráveis. se não fosse eu ter comprado a trilha sonora de austin powers por 6 reais no supermercado (e mesmo quando nunca tinha nem ouvido falar daquele disco) não descobriria o quão lindo o Cardigans pode ser, e nunca descobriria uma das bandas que eu mais sou apaixonado de todos os tempos (e que até me daria uma relação muito boa com um componente da banda): The Broadcast.

pode me chamar de indie, de consumista, do que for. esse costume meu é algo que realmente me proporcionou coisas muito legais. dez reais é algo que você gasta numa noite em bebida (que no fim vira urina e tchau dinheiro), mas se você arrisca num disco, além de toda a emoção que vem do momento que você paga no caixa até a primeira impressão no som de sua casa ou carro (ou no meu caso, no tempo de postagem ) você pode ganhar uma paixão nova. ou pode dar de presente essa paixão à alguém. se nunca tivesse comprado aquele cd do Luna mesmo sem nem saber que raios me esperava com aquilo, mariana não teria mais uma banda para gostar (e olha que ela gosta de poucas).

os outros discos que acompanharam esses dois tiros no escuro foram o novo do Superchunk (que aliás foi um tiro no escuro mas com expectativas, afinal já conhecia a banda) e mais um pra minha coleção do meus galêsinhos preferidos do Gorky's Zygotic Mynci. uma banda que eu adoro e que advinha como descobri? comprando as cegas depois de ver uma piada num site sobre o nome da mesma.

esse post é um conselho humilde. arrisquem, apostem na sorte. comprem discos baratinhos só pela paixão e pela surpresa de descobrir novos sons e talvez encontrar novos vícios.

dica de um lugar bom por onde começar a procurar sua bandinha-desconhecida: PeopleSound.Com